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O sistema de tratamento de esgoto de Nova Odessa, que usa tecnologia de processamento compacto de alta eficiência, vai servir de modelo para melhorar a qualidade de vida de moradores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso Sul e do Distrito Federal. A informação é do chefe da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), Nelson Vieira. O superintendente esteve no município nesta quarta-feira (11) para conhecer o funcionamento da ETE Quilombo, que trata 100% do esgoto doméstico coletado na cidade.

Nelson Vieira assumiu a Sudeco em julho e está percorrendo municípios em todo país, em busca de “cases” de sucesso que possam ser replicados para o desenvolvimento dos municípios da região. A Superintendência é uma autarquia do governo federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Vieira visitou a estação na companhia da arquiteta Georgia Carolina Capistrano da Costa, chefe de divisão do DPA (Departamento de Planejamento e Avaliação) da Sudeco, além técnicos da área de saneamento.

Na ETE, o superintendente foi recebido pelo diretor-presidente da Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa), Ricardo Ongaro. “Viemos conhecer a tecnologia utilizada na estação, que permite que o processo ocorra em espaço reduzido, com quase nenhum cheiro, apesar de todo esse volume de tratamento. É um exemplo que a gente vai levar para alguns municípios do Centro-Oeste com IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] baixo. Afinal, tratar esgoto é cuidar da saúde das pessoas”, afirmou o superintendente, que saiu da unidade satisfeito com o que viu, agradecendo ao diretor-presidente e ao prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza pelo acolhimento.

O superintendente da Sudeco também conheceu a Usina de Compostagem de Lodo, que funciona na área da ETE. Fruto do investimento de investimento de R$ 1.886.200,00, a unidade foi inaugurada no mês passado e funciona em fase de testes, transformando resíduos gerados durante processo de tratamento em adubo orgânico.

Em compromissos na capital paulista, o prefeito Bill falou com Nelson Vieira por telefone e colocou o corpo técnico da Administração Municipal à disposição da Sudeco. “É uma grande satisfação servir de exemplo para outros municípios que buscam aprimorar seus sistemas de saneamento, preservar o meio ambiente e melhorar a saúde dos moradores. Estaremos sempre de portas abertas e prontos para dar nossa contribuição”, disse Bill.

“De todos os sistemas de tratamento que eles conheceram, o nosso é que tem o menor investimento por habitante. Para nós, esse reconhecimento é muito gratificante. É sinal de que nosso trabalho está sendo bem feito. Vamos continuar investindo, buscando tecnologias e avançando para seguir estimulando outros municípios a seguirem o mesmo caminho, que é uma tendência”, avaliou Ricardo Ongaro.

Também acompanharam a visita Sérgio Cruz, Henrique Assis e Mariana Buelloni, representantes da Paques, empresa especializada em sistemas de tratamento de água e efluentes; Tiago Seydell e Pedro Rocha, da STS Engenharia; o diretor técnico da Coden, Eric Padela; e o chefe da Divisão de Serviços, Natalício Marques.

ETE QUILOMBO. É uma das maiores obras públicas do Brasil a adotar a tecnologia U-Box, considerada a melhor disponível para países tropicais. A tecnologia não demanda a construção de lagoas a céu aberto, pois dois tipos de reatores são instalados no mesmo tanque de concreto armado, “empilhados”, o que economiza espaço físico e reduz custos operacionais. Automatizado e com baixo impacto ambiental, o sistema elimina odores, já que conta com queimador de gás, consome pouca energia, não gera ruídos e pode ser operado por uma equipe reduzida.

Nos últimos seis anos, Nova Odessa investiu mais de R$ 50 milhões em saneamento básico. Desse montante, R$ 17 milhões foram aplicados em coleta, afastamento e tratamento de esgoto. A ETE Quilombo passou por duas fases de expansão e recebeu R$ 12,15 milhões. Após a entrega da terceira fase, em julho do ano passado, o município passou a ter capacidade para tratar o esgoto de 90 mil pessoas. A unidade trata, em média, 130 litros de efluentes por segundo e gera nove toneladas de lodo por dia.




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Conteúdo

Introdução ao Meio Ambiente

Classificação jurídica de resíduos

Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS

PGR – Programa de Gerenciamento de Resíduos

Legislação de resíduos perigosos

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Legislação específica de resíduos sólidos

Classificação e composição (NBR 10 004)

Formas de acondicionamento e de armazenamento dos resíduos sólidos

Manuseio, Identificação e armazenagem de resíduos

Diferentes destinações de resíduos sólidos

Certificações e Normas dos órgãos ambientais para destinação de resíduos sólidos

Formas de tratamento e disposição final de resíduos (coprocessamento, aterro, incineração, autoclave). • Gestão documental relacionada a destinação de Resíduos (CADRI,)

Legislação de produtos perigosos – Aquisição, estocagem e transporte (Nova Resolução ANTT nº 5.232 / 16)


Objetivo

Capacitar o aluno para elaborar o fluxo completo da gestão de resíduos sólidos, da prevenção à disposição final, buscando minimizar os impactos ambientais e aperfeiçoar a utilização dos recursos naturais, de modo a atender aos requisitos legais aplicáveis – manuseio, armazenagem, transporte e destinação final. Com exemplos práticos de gestão documental relacionada a destinação de Resíduos (CADRI, NBR 10007 e 10004, ANTT 5232 (antiga 420), Fichas de Emergência, etc).


Público-Alvo

Profissionais de nível superior e médio-técnico com interesse na área de meio ambiente, no enfoque da Legislação Ambiental e sua aplicação prática; envolvidos na assessoria e auditoria de atividades ambientais; exercendo funções direta ou indiretamente ligadas à área ambiental nos setores público e privado; gerentes e responsáveis pela área ambiental nas empresas; professores e alunos universitários.


Instrutor

Eng. Wagner de Miranda Pedroso, Engenheiro Químico Pleno, Mestre em Processos Químicos e Bioquímicos com ênfase em Meio Ambiente pela Faculdade Mauá – IMT com Pós-Graduação em Administração Industrial pela Vanzolini / USP. Participou do Diplomado em Desenvolvimento Industrial Sustentável – Leuphana Universität Lünenburg através da Câmara Brasil-Alemanha. Com experiência de mais de 13 anos em multinacional automobilística na gestão de resíduos sólidos, tratamento de água e efluente. Também coordenou durante 7 anos equipes multidisciplinares na área de manutenção industrial e gestão de contratos. Atuou na gestão de águas desde a captação de água por poços tubulares profundos, estação de tratamento de água – ETA, estação de tratamento de esgoto industrial – ETEI, tratamento de água num complexo de mais de 15 sistemas de torres de resfriamento, chillers e caldeiras e no processo produtivo automobilístico. Professor convidado no curso de Pós-Graduação em Resíduos Sólidos no Senac e ministra palestras e cursos em entidades como CRQ e Edutech. Perito Ambiental junto ao CRQ4.

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O Relatório “PREVENÇÃO AO LIXO MARINHO – AGORA!” foi elaborado pela “Força-Tarefa de Lixo Marinho” que é uma parceria internacional liderada pela ISWA, com o objetivo de explorar e estabelecer claramente o vínculo entre gestão eficiente de resíduos e prevenção de resíduos que atinge nossos oceanos. Práticas adequadas de gestão de resíduos possuem papel chave para reduzir o lixo marinho. O setor de resíduos e recursos é vital para assegurar soluções imediatas e de longo prazo para prevenção da poluição marinha.


O lixo marinho prejudica os ecossistemas e os setores econômicos marítimos, como o turismo e a pesca. Também afeta outros ambientes aquáticos que são vitais para as sociedades humanas, como os rios. A extensão dessa poluição é global, com partículas de plástico detectadas em todos os oceanos do mundo – mesmo os ambientes mais remotos e intocados, além já ter entrado na cadeia alimentar.


“Este relatório é apenas um marco fundamental no esforço para construir uma parceria global, capaz de identificar e permitir a implementação das soluções preventivas mais apropriadas para manter os plásticos fora de nossas vias navegáveis, rios, mares e oceanos.” Antonis Mavropoulos (Presidente, ISWA).


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