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Planta está localizada na cidade de Shenzhen e tem capacidade de processar cerca de 5 mil toneladas de resíduos por dia


Está sendo construída, na China, a maior usina de produção de bioenergia a partir do lixo. A planta fica na cidade de Shenzhen, no sul do país, e tem a capacidade de processar cerca de 5 mil toneladas de resíduos por dia. A previsão é que a usina comece a operar ainda em 2020.


A nova instalação será capaz de transformar em energia um terço do lixo produzido diariamente pela população da região metropolitana de Shenzhen — onde vivem cerca de 20 milhões de habitantes.

A China vem investindo, cada vez mais, na geração de energia a partir de resíduos. Atualmente, o país tem mais de 300 plantas em operação. Com isso, o gigante asiático viu sua capacidade instalada de produção de energia a partir de resíduos crescer 26% por ano nos últimos cinco anos. No mesmo período, os países da OCDE tiveram aumento médio de 4% por ano na geração.


Segundo o Conselho Mundial de Energia (WEC, na sigla em inglês), esse é um setor que terá valor de mercado de cerca de US$ 40 bilhões em 2023.


A usina de Shenzhen irá capturar o calor gerado a partir da incineração de resíduos indesejados. Esse calor será usado para acionar uma turbina que gera eletricidade. Além disso, a planta também produzirá energia solar, já que possui cerca de 40 mil m² de painéis solares instalados em seu teto.


Fonte: Época Negócios

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Catalisando Futuros Urbanos Sustentáveis é o tema da conferência que contará com a participação de prefeitos(as), técnicos(as) e gestores(as) públicos, além de representantes de agências das Nações Unidas (ONU), instituições financeiras internacionais, organizações da sociedade civil, líderes empresariais e do setor privado.


A conferência reúne o 3º Encontro Global da Plataforma Global para Cidades Sustentáveis e a 2ª Conferência Internacional para Cidades Sustentáveis, e será realizada de 16 a 20 de setembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.


Saiba mais e faça a sua inscrição: https://www.cidadessustentaveis.org.br/conferencia2019/


Organizado pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), pela Plataforma Global para Cidades Sustentáveis (GPSC) e pela Prefeitura de São Paulo, o evento recebeu o apoio estratégico do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – Global Environment Facility), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM), Instituto Arapyaú e o projeto CITinova - Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis.



Confira alguns destaques da programação:

• Mesa de prefeitos(as);

• Anúncio dos vencedores da terceira edição do Prêmio Cidades Sustentáveis;

• Lançamento da primeira versão da Plataforma do Conhecimento e do Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis;

E nove sessões temáticas estão previstas:

• Geoprocessamento e Planejamento Espacial

• Inclusão e Moradia Acessível

• O Papel da Gestão Pública na Geração de Oportunidades, Trabalho e Renda

• Regeneração Urbana e Desenvolvimento de Orlas

• Biodiversidade Urbana e Contabilidade do Capital Natural

• Planejamento Urbano: Enfrentando Desigualdades de Gênero e Raça

• Financiamento para o Desenvolvimento Urbano Sustentável

• Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável

• Participação Social: Novos Mecanismos para os Desafios da Gestão Pública


Fonte: Cidades Sustentáveis

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Ainda tem cerca de 3 mil lixões a céu aberto, segundo associação de empresas de limpeza; produção de lixo aumentou 28%, quando meta era reduzir



Nove anos após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o Brasil não conseguiu cumprir nenhuma meta para a gestão do lixo. Em alguns aspectos, o País inclusive caminha na direção contrária de diretrizes que levaram duas décadas para serem aprovadas no Congresso.


A produção de lixo aumentou 28% de 2010 a 2017, segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgados nesta sexta-feira, 2. A meta para este ano era reduzir, na mesma proporção, a produção de resíduos destinados a aterros. O País ainda tem 3 mil lixões a céu aberto, que deveriam ter sido extintos em 2014. A taxa de reciclagem ficou praticamente estagnada – foi de 2% para 3% no período. Cerca de 7 milhões de toneladas de lixo por ano continuam fora do sistema de coleta regular e não vão sequer para os lixões, segundo a Abrelpe.


“As práticas de gestão de resíduos no Brasil vão na direção contrária daquilo que é recomendado, e que já foi entendido como a direção correta a ser seguida”, diz o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. “Ninguém se mobilizou até o momento para tirar a lei do papel.”


Os motivos apontados por especialistas para o fracasso da PNRS vão da penúria financeira de prefeituras à falta de articulação entre municípios, Estado e a União. Boa parte das normas previstas na lei, que servem para regulamentar a política, não foram publicadas pelo governo federal. Segundo Silva Filho, isso deixou municípios sem orientação para como desativar lixões, por exemplo, ou incentivos para a reciclagem.

País ainda tem cerca de 3 mil lixões a céu aberto; meta era extinguí-los até 2014

O Índice Índice de Sustentabilidade Urbana (Islu), elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e pela consultoria PwC Brasil, mostra uma espécie de abismo entre o desempenho de cidades que cobram taxas para a gestão do lixo e aquelas que dependem apenas de orçamento próprio. Quase 80% dos municípios que têm arrecadação específica para o lixo usam aterros sanitários. Entre as cidades que não cobram pelo serviço de coleta, só 35% estão em situação regular.


“Precisamos modernizar nosso modelo de custeio. Estamos com um modelo de custeio do século passado", diz o diretor de sustentabilidade do Selurb, Carlos Rossin.

Prejuízo


A Abrelpe estima que o País desperdice entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões por ano com as falhas no cumprimento da PNRS. Só o prejuízo pela falta de reciclagem do que vai para aterros é calculado entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões por ano. São gastos, ainda, cerca de R$ 5 bilhões com medidas de recuperação ambiental e com tratamentos de saúde por problemas causados pelo descarte irregular de lixo.


Há uma enorme desigualdade entre regiões, como mostram dados do Islu. O uso de aterros sanitários chega a 88,6% dos municípios pesquisados na região Sul. O índice foi praticamente igual ao do ano anterior. A região Norte piorou seu desempenho – de 14,1% para 12,8%. O maior avanço foi no Sudeste, onde subiu de 51,1% para 56,9%. No Centro-Oeste, foi de 14,4% para 18,6%. O Nordeste é a região com o pior resultado, mas melhorou seu índice de 11,4% para 12,6%.


Dos 3,3 mil municípios pesquisados, o índice mostra 51% com desempenho considerado médio. Outros 35% têm desempenho baixo ou muito baixo, e apenas 14% nível alto ou muito alto. Para o economista Jonas Okawara, responsável pelo estudo que elabora o Islu, a dificuldade de se adequar à lei do lixo foi agravada pela crise econômica que o país viveu, especialmente a partir de 2014.


“Os municípios que já tinham dificuldade para pagar a execução da coleta e o custeio da destinação (aterros), e acabam optando por soluções ‘mais baratas’, reativando lixões”, diz Okawara. “Aqueles que tinham a possibilidade de manter o custeio por causa da arrecadação específica, eles sim conseguiram mantar a gestão de resíduos adequada e avançar no cumprimento da PNRS.”



Fonte: Estadão – 02/08/2019

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